Vereadora diz que Câmara deu “tapa na cara da sociedade”

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A vereadora de oposição Michelly Alencar (DEM) disse que a Câmara de Cuiabá deu um tapa na cara da população ao enterrar dois pedidos de abertura de Comissão Processante contra o prefeito afastado Emanuel Pinheiro (MDB).

 

Dos 25 vereadores presentes na sessão da última terça-feira (9), apenas seis votaram favoráveis à abertura.

 

A base aliada, no entanto, emplacou a abertura de comissão especial para acompanhar as investigações do Ministério Público Estadual contra o prefeito, o que foi visto pela oposição como uma “manobra” para “ganhar tempo” ao prefeito.

Se estão tentando impedir a investigação dessa Casa, que tem o papel fiscalizador, quer dizer que tem alguma coisa que eles não querem que a gente descubra

“É um tapa na cara da sociedade fazer com que essa sessão tenha desvirtuado completamente o objeto, que é claro: nós precisamos investigar. Quem não deve, não teme”, criticou Michelly, após a sessão.

 

“Se estão tentando impedir a investigação dessa Casa, que tem o papel fiscalizador, quer dizer que tem alguma coisa que eles não querem que a gente descubra. Mas a gente não para por aqui”, completou.

 

Segundo a parlamentar, além dos dois pedidos já votados, há outros para serem protocolados na Casa e a oposição continuará insistindo na necessidade do Legislativo apurar a conduta do prefeito afastado.

 

“Já tem outros pedidos sendo apresentados, já estamos recebendo. Que eu tenho conhecimento, já existem 10 pedidos”, disse.

 

“A nossa luta não é por um pedido, é por uma causa que impacta a vida das pessoas. Não é a negação de um pedido que vai fazer com que a gente pare um trabalho, porque a população pede socorro”, completou.

 

Os pedidos rejeitados de abertura da comissão processante foram protocolados pelo suplente de vereador Felipe Correa (Cidadania) e a promotora de vendas Fabiany Árias.

 

Afastamento

 

Emanuel está fora do cargo desde o dia 19 de outubro, quando foi deflagrada a Operação Capistrum, que investigou um esquema de contratações ilegais de servidores na área da Saúde, assim como o pagamento sem critério do chamado prêmio-saúde para servidores da Pasta, em valores que variam de R$ 70 a R$ 5,8 mil ao mês.

 

Neste caso, a decisão foi assinada pelo desembargador Luiz Ferreira da Silva.

 

No dia 27 do mesmo mês, ele sofreu um novo afastamento por decisão do juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara de Ação Popular e Ação Civil Pública de Cuiabá, pelas mesmas razões.

Fonte: Mídia News

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