Em jogo com gol histórico e arbitragem polêmica, Flamengo bate o Bahia

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O jogo entre Flamengo e Bahia, pelo Brasileirão, nesta quinta (11), teve tudo o que o futebol nacional costuma oferecer: gols, dribles, gramado ruim e, claro, reclamações contra a arbitragem. O Rubro-Negro marcou com Gabigol, Michael e Andreas – venceu por 3 a 0. O futebol apresentado no Maracanã, contudo, ficou abaixo das expectativas das equipes.

O jogo foi aberto, com mais chances para o Flamengo, mas muitos erros de lado a lado. Renato escalou uma equipe muito modificada, que apresentou algumas das falhas já vistas anteriormente. O Bahia, por sua vez, conseguiu poucas vezes ameaçar Hugo, apesar do espaço. Assim, o Rubro-Negro foi aos 57 pontos. O Tricolor – que ameaçou não voltar para a segunda etapa por conta do pênalti dado pela arbitragem – segue com 36, uma posição acima do Z4.

Arbitragem à parte, a partida foi histórica para o atacante Gabigol, que marcou pela centésima vez pelo clube da Gávea. O camisa 9 chegou ao Rubro-Negro em 2019.

JOGO ABERTO E FALTA DE CAPRICHO

O Flamengo, com um time muito modificado, e o Bahia, ameaçado pelo Z4, fizeram um jogo franco nos primeiros minutos. As duas equipes estiveram com as defesas expostas, mas a falta de capricho no passe final impediu grandes chances até os 25 minutos, quando Vitinho emendou cruzamento de Rodinei para fora. A verdade é que Hugo Souza e Danilo Fernandes pouco trabalharam.

CEM VEZES GABIGOL (COM POLÊMICA)!

Apesar do jogo aberto, foram poucas as chances reais de gol para os dois times no primeiro tempo. Assim, a única bola na rede foi resultado de uma cobrança de pênalti, confirmado após revisão no VAR pelo árbitro Elmo Resende (GO), para reclamações do Bahia. A arbitragem entendeu que a bola havia batido na mão do zagueiro Conti após tentativa de bicicleta de Diego, camisa 10 do Flamengo.

Gabigol, que nada tinha a ver com a arbitragem, cobrou com a categoria de sempre e fez história: foi o centésimo gol do atacante pelo Rubro-Negro – marca atingida por outros 18 atletas na história centenária do Clube de Regatas do Flamengo.

Após o time de Renato abrir o placar, o jogo perdeu intensidade. Já quando tudo se encaminhava para um final de primeiro tempo tranquilo, Matheus Bahia fez falta em cima de Kenedy e recebeu o segundo cartão amarelo. Antes do fim, porém, foi o Tricolor que quase marcou com Nino – Hugo Souza defendeu.

SEGUNDO TEMPO À FEIÇÃO DO FLAMENGO

A expulsão não mudou a postura do Bahia, que se atirou em busca de ao menos um ponto. Assim, o jogo ficou à feição do Flamengo, que passou a contar com Michael para aproveitar os espaços. Após jogadas individuais, o camisa 19 apareceu na área, aproveitou passe de Vitinho e ampliou, aos 12.

Poucos minutos depois, Rossi deu cotovelada em Diego, que revidou pegando-o pelo pescoço. Os dois foram expulsos, mas só depois da revisão no VAR. Com muito campo para jogar, o Flamengo foi ficando com a bola e criando chances para ampliar. Bruno Henrique, Michael e Gabi tentaram sem sucesso.

Com a partida já se encaminhando para o final, Andreas Pereira arriscou de fora da área para fazer um belo gol: 3 a 0, aos 43, e parada resolvida pelo Fla.

FLAMENGO 3 x 0 BAHIA  31ª RODADA DO BRASILEIRO

Data e horário: 11/11/2021, às 19h (de Brasília)
Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo (SP)
Assistentes: Cristhian Passos Sorence (GO) e Hugo Savio Xavier Correa (GO)
VAR: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Público/renda: 8.793 pagantes/9.488 presentes/R$ 376.517,50
Cartões amarelos: Matheus Bahia, Conti (BAH)
Cartões vermelhos: Diego (FLA); Matheus Bahia e Rossi (BAH)
Gols: Gabigol (1-0, 31’/1ºT), Michael (2-0, 12’/2ºT) e Andreas Pereira (3-0, 43’/2ºT)

FLAMENGO (Técnico: Renato Gaúcho): Hugo Souza, Rodinei, David Luiz (Bruno Viana, 21’/2ºT), Gustavo Henrique e Ramon (Bruno Henrique, 21’/2ºT); Thiago Maia (Piris da Motta, 32’/2ºT), Andreas, Diego; Vitinho (Renê, 37’/2ºT), Kenedy (Michael, Intervalo) e Gabigol
BAHIA (Técnico: Guto Ferreira): Danilo Fernandes; Nino Paraíba, Conti, Luiz Otávio e Matheus Bahia; Daniel (Ronald César, 13’/2ºT), Lucas Mugni, Raí (Rossi, 13’/2ºT), Edson (Luizão, 23’/2ºT) e Juninho Capixaba (Renan Guedes, 28’/2ºT); Gilberto (Rodallega, 23’/2ºT)

Fonte: R7

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