Emanuel ingressa com recurso no STJ para tentar voltar ao cargo

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O prefeito afastado Emanuel Pinheiro (MDB) ingressou com um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso que o afastou do cargo.

 

O recurso foi protocolado na noite desta segunda-feira (15) e é assinado pelos advogados Matteus Beressa Macedo e Yasmin Brehmer Handar.

 

A suspensão de liminar e de sentença deverá ser analisada pelo presidente do STJ, o ministro Humberto Martins.

 

Emanuel está afastado da cadeira do Palácio Alencastro desde o último dia 19 de outubro por uma determinação do desembargador Luiz Ferreira da Silva, no âmbito da Operação Capistrum, do Ministério Público Estadual (MPE).

 

No dia 27 do mesmo mês, ele voltou a ser afastado, dessa vez em ação movida pelo MPE na área cível, pelo mesmo objeto. Na sequência, o emedebista teve dois recursos negados pelo Tribunal de Justiça.

 

A ação acusa Emanuel de participar de uma organização criminosa que se utilizou de contratações de servidores temporários, e pagamento de “prêmio saúde”, como forma de pagar ou manter favores a aliados políticos – que indicavam os nomes a serem contratados.

 

Operação Capistrum

 

Emanuel Pinheiro e o seu chefe de gabinete Antônio Monreal Neto e a secretária-adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos, Ivone de Souza, foram afastada do cargo durante a Operação Capistrum.

 

Também foram alvos da operação a primeira-dama Márcia Pinheiro e o ex-coordenador de Gestão de Pessoas da Secretaria Municipal de Saúde, Ricardo Aparecido Ribeiro.

 

Eles ainda sofreram mandados de busca e apreensão e também tiveram o sequestro de bens decretado até o montante de R$ 16 milhões.

 

Segundo o Ministério Público e a Polícia Civil, Emanuel fez mais de 3.500 contratações temporárias só na secretaria, a maioria ilegais, com pagamentos de “prêmio saúde” para acomodar e atender compromissos de aliados políticos, principalmente vereadores.

 

Outra acusação que pesa é a de pagamento do chamado prêmio saúde a servidores da Pasta – em valores que variam de R$ 70,00 a R$ 5,8 mil – sem nenhum critério, em desrespeito à legalidade.

 

Os promotores do MPE dizem que o prefeito reiterou nas práticas consideradas irregulares apesar de determinações judiciais e de ordens do Tribunal de Contas do Estado.

Fonte: Mídia News

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