PF faz operação contra pornografia infantil; 2 alvos estão em MT

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A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (3) a Operação Lobos II, para desarticular um grupo de criminosos que utilizava a darkweb para a difusão de material de abuso sexual infantil no Brasil e em diversas partes do mundo.

 

Dois alvos da PF estão em Mato Grosso, em Cuiabá e Colniza (a 1.034 km da Capital).

 

Ao todo, são cumpridos 104 mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva em 20 estados e no Distrito Federal.

 

A Polícia Federal informou que o objetivo da operação também é localizar e resgatar crianças que se encontram em situação de extrema violência.

 

Conforme os investigadores, os criminosos agiam de modo a produzir e realizar a difusão de imagens, fotos e comentários acerca de abuso sexual de crianças e adolescentes e, ainda, alimentar a demanda por esse tipo de material na internet.

 

Segundo a PF, eles atuavam por meio de uma organização com divisão de tarefas: arregimentadores, administradores, moderadores, provedores de suporte de hospedagem, produtores de material, disseminadores de imagens, dentre outros.

 

As investigações apontam que a atividade criminosa tem grande volume de material produzido e os procurados são de alta periculosidade.

 

Os envolvidos devem responder por venda, produção, disseminação e armazenamento de Pornografia Infantil (Arts. 240, 241, 241-A e 241-B do ECA) e estupro de vulnerável (217-A do CPB), sem prejuízo de outros crimes que possam surgir com a continuidade das investigações.

 

A investigação

 

A PF iniciou a investigação de crimes na darkweb em 2016 com diversas parcerias. O objetivo de identificar indivíduos que se utilizavam desse meio para difundir material de abuso sexual infantil.

 

A união de órgãos internacionais identificou um brasileiro que utilizava a deepweb para hospedar e gerenciar cinco dos maiores sites de abuso sexual infantil de toda a rede mundial de computadores.

 

Os sítios e fóruns da darkweb eram divididos por temática, com imagens e vídeos de abuso sexual de crianças de 0 a 5 anos, abuso sexual com tortura, abuso sexual de meninos e abuso sexual de meninas.

 

Os sites eram utilizados por mais de 1.800.000 usuários, em todo o mundo, para postar, adquirir e retransmitir materiais relacionados à violência sexual contra crianças e adolescentes, dando a dimensão da necessidade do enfrentamento aos principais fomentadores deste tipo de conduta delituosa.

 

Primeira fase

 

A Polícia Federal, capitaneando no Brasil a união internacional, conseguiu identificar e prender o principal responsável pelos sites voltados para o abuso sexual de crianças e adolescentes, em uma ação que foi batizada de Operação Lobos.

 

Na época, o esforço investigativo não foi objeto de divulgação no escopo de viabilizar prisões de produtores e consumidores deste tipo de material criminoso e o resgate de crianças vítimas em todo o mundo.

 

Ainda, a continuidade das medidas investigativas em sigilo permitiu a identificação e localização de dezenas de indivíduos no Brasil envolvidos com a produção e divulgação de material envolvendo abusos sexuais contra crianças e adolescentes.

Fonte: Mídia News

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