Vereador diz que Prefeitura foi usada para fake news e quer CPI

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O vereador Dilemário Alencar (Podemos) começou a colher, nesta quarta-feira (15), assinaturas para implantação de uma CPI na Câmara de Cuiabá baseada na Operação Fake News, deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira (14).

 

O objetivo, caso a CPI seja instalada, é apurar se a máquina da Prefeitura de Cuiabá foi usada para a propagação em massa de informações falsas com o intuito de manchar a imagem de opositores da gestão Emanuel Pinheiro (MDB).

 

“A Câmara Municipal precisa investigar essa grave situação, pois tudo leva a crer que houve o uso da máquina pública para a prática de crimes cibernéticos”, afirmou.

 

Para a implantação da CPI, Dilemário precisa do apoio de nove colegas. Como o recesso parlamentar da Câmara deve ter início na próxima semana, o tema deve seguir sendo debatido após o retorno das atividades, em 2022.

A Câmara Municipal precisa investigar essa grave situação, pois tudo leva a crer que houve o uso da máquina pública para a prática de crimes cibernéticos

Para o parlamentar, duas situações precisam ser investigadas pela CPI. A primeira é se recursos públicos da Prefeitura foram usados para bancar salários de servidores e o aparato de edição e distribuição de vídeos e posts com fake news.

 

A segunda é se o cadastro imobiliário da Prefeitura foi usado para a obtenção de dados de telefones do IPTU dos cuiabanos para a disseminação das fake news.

 

“Virou rotina em rodas de conversa em nossa cidade de que existe uma milícia digital que ataca a honra de agentes públicos de forma sorrateira através de número de telefones desconhecidos”, afirmou Dilemário.

 

O vereador relembrou que, a partir de setembro de 2017, quando ele e os demais parlamentares da oposição assinaram a favor da abertura da CPI do Paletó para investigar o prefeito, se tornaram alvos de fake news nas redes sociais.

 

“Com o passar dos anos, percebemos que essa milícia se sofisticou com a edição de vídeos e posts editados com alta qualidade, que só grandes estruturas de agências de marketing têm condição de fazer”, requereu.

 

Requerimento

Virou rotina em rodas de conversa em nossa cidade de que existe uma milícia digital que ataca a honra de agentes públicos de forma sorrateira através de número de telefones desconhecidos

Na justificativa do pedido da CPI, o parlamentar citou a operação da Polícia Civil, que investiga a participação do irmão do prefeito, o empresário Marco Polo Pinheiro, conhecido como “Popó”, e mais dois ex-servidores – Luiz Augusto Vieira Silva e William Sidney Araújo de Moraes – na propagação de notícias falsas e ataques a desafetos a agentes políticos.

 

Luiz Augusto e William foram desligados do Executivo municipal em novembro deste ano.

 

Entre os alvos da organização criminosa, segundo a Polícia, estão vereadores da oposição, além do governador Mauro Mendes, a primeira-dama do Estado Virginia Mendes e o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho.

 

“O irmão do prefeito, Popó Pinheiro, é notadamente conhecido por ter forte influência na Secretaria de Comunicação. O Luiz Augusto Vieira é tido como pessoa de confiança do Popó e era um dos responsáveis pelo marketing do Palácio Alencastro”, discorreu Dilemário.

 

“Existem informações que Luiz Vieira trabalhava na secretaria de comunicação distribuindo fake news no horário de expediente. Já o outro servidor, Willian Sidney Araújo, que atuou na Secretaria de Saúde, é apontado como assistente de Popó na confecção de fake news”, criticou.

 

O vereador ressaltou que o trio investigado faria militância por meio das mídias sociais, divulgando vídeos e postagens com conteúdos mentirosos em grupos de WhatsApp por telefones desconhecidos (robôs), com códigos DDD de outros estados e até códigos DDI de outros países.

 

Fonte: Mídia News

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